"PARA QUE VEJAM AS VOSSAS BOAS OBRAS E GLORIFIQUEM A VOSSO PAI QUE ESTÁ NOS CÉUS"
(Mateus 5.16)

segunda-feira

 

FÉ SEM FRONTEIRAS

INTRODUÇÃO.

Muitas vezes, a palavra "evangelismo" nos remete a imagens de grandes cruzadas com famosos pregadores ou complexos discursos religiosos feitos por renomados teólogos. No entanto, o cerne da tarefa deixada por Jesus Cristo aos Seus apóstolos é o ato de testemunhar, o que é feito por uma testemunha. Ser uma testemunha não exige erudição verbal e um palco; exige uma pessoa que aponte para Jesus Cristo, como a Verdade, o Caminho e a Vida.

Nesta abordagem, exploraremos como a missão de compartilhar as Boas Notícias sobreviveu a séculos de barreiras — desde preconceitos antigos até o relativismo moderno. Você descobrirá que evangelizar de forma descontraída é, na verdade, permitir que sua fé transborde em conversas sinceras, no apoio a um amigo e na integridade do seu caráter – tomando um café, dando um sorriso e expondo a mensagem. Tudo a partir de uma experiência vivida por você mesmo, razão pela qual você se torna uma testemunha de algo que ocorreu em seu existir. Prepare-se para entender os motivos pelos quais  essa tarefa é, ao mesmo tempo, um desafio histórico e uma aventura pessoal para cada geração.

 1. O Muro do "Eu Sou Melhor": Vencendo o Preconceito Étnico.

A jornada da evangelização começou com um obstáculo religioso inesperado: o preconceito dos judeus para com as pessoas dos outros povos. Os primeiros discípulos judeus hesitaram em levar a mensagem aos gentios, acreditando que a salvação era um privilégio reservado apenas ao seu próprio povo. Nunca foram capazes de levar a experiência com Deus aos outros povos, mesmo que esse ensino tivesse sido ministrado desde Abraão. Ao prevalecer a atitude de não se misturarem, esqueceram as palavras ditas a Abrão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

O Obstáculo Histórico: O preconceito étnico tentou cercar o Evangelho dentro de fronteiras culturais e raciais. Para que a mensagem avançasse, foi necessário entender que Deus não faz acepção de pessoas. A igreja primitiva precisou aprender que o amor de Cristo é a força mais inclusiva que existe, capaz de derrubar qualquer barreira de "nós contra eles", a partir do exemplo de Jesus com várias pessoas que não faziam parte do povo judeu em seus dias.

O preconceito moderno pode ser mais sutil. Ele aparece quando julgamos que alguém "não tem o perfil" para a fé. Evangelizar sem fronteiras começa com a limpeza dos nossos próprios olhos, vendo em cada pessoa alguém por quem Cristo Se entregou. O não fazer acepção inclui não estabelecer fronteiras pela cor da pele, pela posição social, pelo status financeiro, pelo gênero, pela atividade profissional, pela formação cultural e assim por diante.

2. Fé Sob Fogo Cruzado: A Era da Perseguição, Prisão e Morte.

Assim que os cristãos venceram seus preconceitos e começaram a avançar, o mundo respondeu com resistência agressiva. O que antes era uma barreira mental tornou-se uma ameaça à vida. Cristãos que evangelizavam tornaram-se alvos de perseguição estatal e social, enfrentando prisões e até a morte. Ainda nos dias dos apóstolos e nos anos seguintes, o que os esperavam eram as fogueiras, os leões, as galeras, os gladiadores.

Em vez de recuarem, os crentes insistiram na evangelização. Eles descobriram que a verdade não pode ser encarcerada ou anulada pela morte; quanto mais tentavam silenciá-los, mais a mensagem ganhava força e credibilidade pelo sacrifício de quem a pregava. Os relatos históricos mostram que o número de conversões e batismos, assim como o número de igrejas cristãs se multiplicavam, superando as fronteiras geográficas. Os historiadores Robert Hastings Nichols e Pablo A. Deiros escreveram que entre o ano 100 e o reinado de Constantino, o progresso  foi tal que se tornou a religião dominante na Ásia Menor, chegando a Itália e Espanha. Nos três primeiros séculos, alcançou 50% da população do império.

3. A Desculpa da "Fé Automática": O Desafio da Predestinação

Com o tempo, o inimigo da missão mudou de estratégia. Se a força bruta não parou a igreja, o conforto intelectual tentou fazê-lo através de interpretações teológicas passivas. Deus já havia escolhido os que seriam salvos, razão pela qual não era necessário fazer evangelização pessoal para convidar pessoas a se arrependerem de seus pecados e a crerem em Jesus Cristo.

Surgiu a teologia da predestinação calvinista interpretada de forma extrema ao ensinar que não era preciso evangelizar, pois Deus já teria escolhido os salvos por Si mesmo. Vários textos da Bíblia passaram a ser usados com essa interpretação. Mesmo que para Calvino a predestinação não anulasse a necessidade de evangelizar, a distorção do seu ensino criou um "sofá espiritual", onde muitos se sentaram para esperar Deus agir sozinho. Os salvos iriam para o céu mesmo que não tomassem essa decisão, através da evangelização.  Contudo, os fiéis que mantiveram o fogo acesso compreenderam que Deus é soberano, mas Ele escolheu usar a instrumentalidade humana para realizar Sua obra. Os pecadores precisam ouvir a mensagem de Jesus Cristo para que possam se arrepender e exercer a fé.

4. O Labirinto do "Tanto Faz": Ecumenismo e Liberalismo Teológico

Quando os fiéis continuaram a evangelizar, apesar das desculpas teológicas, novos impedimentos surgiram e desta vez focados na diluição da verdade.

O ecumenismo propôs que as igrejas deveriam se unir, a fim de que houvesse um só povo cristão, sem nenhum tipo de divisão denominacional, pois essa teria sido a proposta de Jesus Cristo ao pedir a Deus que “todos fossem um com Ele”. Todos os cristãos deveriam estar sob a liderança do Papa e da Igreja Católica, apesar de suas heresias doutrinárias, da idolatria dos santos, de não terem a Bíblia como única regra de fé prática e de serem “cristãos nominais”. A mensagem era para que não evangelizar “cristãos nominais”, pois já estavam salvos pela Igreja Católica.

O liberalismo teológico infiltrou-se na igreja, questionando os fundamentos da fé e gerando um esfriamento na evangelização. O ensino do nascimento virginal de Jesus Cristo, de sua ressurreição física, dos seus milagres realizados seria interpretado simbolicamente, usando métodos científicos e históricos, com rejeição de tudo o que não fosse racional para o ser humano contemporâneo.

Respeitar a religiosidade do próximo não significa concordar que todos os caminhos são iguais. A verdadeira unidade se baseia em crer unicamente em Jesus Cristo, acreditando também em sua vida e obra, conforme se encontram nas páginas do Novo Testamento com todos os milagres ali registrados, que devem ser divulgados.

5. O Desafio de Hoje: Respeito não é Silêncio no Mundo Plural

Chegamos à atualidade, onde o desafio é a ideia de que todas as religiões são expressões equivalentes de Deus e devem ser restritas ao fórum íntimo.

Propõe-se que todas as religiões devem ser respeitadas em suas crenças como verdades paralelas, muitas vezes protegidas por leis que desestimulam o testemunho público. Nesse objetivo, a formação dos professores hodiernos nos Cursos de Ciências da Religião objetiva a pluralidade religiosa em sala de aula. As diversas manifestações (história, rituais, símbolos, cultura) devem ser estudadas pelas crianças nas escolas, a fim de que haja respeito e diálogo na diversidade de crenças. O slogan é promover a convivência religiosa numa sociedade plural, independentemente da existência de uma verdade  absoluta e do destino eterno das pessoas.

O respeito às leis e à liberdade religiosa alheia é um dever do crente, mas isso não anula o mandato divino de ser testemunha de Jesus Cristo.  O relativismo moderno tenta transformar o Evangelho em apenas mais uma "opção", mas a tarefa entregue por Cristo permanece absoluta. Ser uma testemunha descontraída no século XXI significa saber dialogar em um mundo plural, sem perder a identidade cristã, sem perder o interesse pela salvação eterna e sem deixar de cumprir a tarefa de evangelizar  pessoas. Você pode ser gentil e respeitoso, sem jamais abrir mão da exclusividade da mensagem de Jesus Cristo.

CONCLUSÃO

A história da evangelização é uma narrativa de fé que rompe as fronteiras.  Não faltaram — e não faltarão — obstáculos no caminho daqueles que decidem obedecer a Cristo. Do preconceito étnico ao relativismo teológico, da perseguição e morte ao pluralismo de crenças, em cada era o inimigo tentou colocar ponto final na missão de evangelizar.

No entanto, ao terminar a leitura deste texto, você pode ter um novo começo quanto à tarefa de ser uma testemunha de Jesus Cristo. Esta tarefa foi entregue a nós e deve ser cumprida por cada geração, incluindo a sua.

Vá em frente. Derrube os muros, enfrente os desafios com coragem, exerça uma fé sem fronteiras e compartilhe a esperança da vida com Deus no presente e na eternidade, através de Jesus Cristo.

/////////////////////////////////////////////

O MAIS NOVO LIVRO PUBLICADO

LINK PARA ADQUIRIR:
///////////////////////////

VÁRIOS LIVROS PUBLICADOS:

/////////////////////////////////////////////////////////////

COMPRE NO FORMATO DE LIVRO PUBLICADO NAS EDITORAS E ENTREGUE PELOS CORREIOS:                                                  

    

/////////////////////////////

EVANGELIZAÇÃO VIRTUAL
A obediência ao "ide" ou "indo" de Jesus inclui usar recursos das redes sociais para compartilhar sua fé em Jesus, principalmente nestes dias de isolamento social.
Igreja cria departamento para evangelismo digital - RÁDIO GOSPEL ...

BAIXAR E USAR  O APLICATIVO PARA EVANGELIZAÇÃO PESSOAL NO LINK ABAIXO:

////////////////////////////////////////
 
VITRINE DE SERMÕES
LINK ABAIXO PARA ACESSAR:
//////////////////////////////////
 OUÇA AGORA:
///////////////////////////////////

MEU SITE


/////////////////////////////////////

CONTROVÉRSIAS TEOLÓGICAS
Artigos sobre os mais diversos temas, cujo objetivo é produzir maturidade na interpretação da fé cristã em sua pluralidade. Veja no link abaixo:

////////////////////////////////////////////////////
 PRÁTICAS TERAPÊUTICAS REALIZADAS
Essas práticas tiveram como base a "escuta terapêutica" e o uso de técnicas já comprovadas como eficazes, numa abordagem eclética,  associadas principalmente à aplicação de ensinos bíblicos e à intercessão espiritual. Embora tenham sido feitas presencialmente durante o ministério, em nossos dias tem sido realizadas também através de atendimento virtual por vários profissionais e pastores.