I Coríntios 5.7
PÁSCOA
CRISTÃ
Introdução
1. Se nós fôssemos descendentes
do povo israelita, naturalmente a celebração da páscoa em nossas famílias
seguiria o ritual que foi minuciosamente detalhado no texto bíblico de Êxodo 12.21-28.
De acordo até mesmo com tradições ainda mais antigas, nossas famílias se
reuniriam em seus respectivos lares e fariam o seguinte: iriam sacrificar um
cordeiro com a aspersão do seu sangue nos umbrais externos das portas; iriam comer
a carne assada desse cordeiro; iriam incluir ervas amargas e pães ázimos na
refeição. Também, depois que o sacrifico de animais deixou de existir, iriam
substituir o sangue por vinho sem fermentação, à semelhança das celebrações
judaicas. Quando nossos filhos perguntassem que ritual era esse, deveríamos
informar que estaríamos celebrando a proteção dos primogênitos salvos quando o
povo israelita saiu liberto do Egito. Essa páscoa, inclusive, foi celebrada por
Jesus Cristo junto com seus apóstolos. Ele chegou mesmo a dizer “Desejei
muito comer essa páscoa convosco” (Lucas 22.15).
2. Jesus Cristo celebrava essa
páscoa com seus apóstolos judeus e nós também iríamos continuar celebrando.
Ocorreu, todavia, que o Novo Testamento mudou práticas doutrinárias do Velho
Testamento, inaugurando uma nova maneira de celebrar a páscoa. Na verdade, essa
nova maneira foi estabelecida pelo próprio Jesus Cristo quando fez a última
celebração da páscoa judaica. Naquela ocasião, ao celebrar a páscoa israelita,
ele pegou o pão partido em pedaços e o cálice com o vinho sem fermento e disse
que estava estabelecendo uma nova aliança. Ele disse: “E, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo:
Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim. Semelhantemente,
tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu
sangue, que é derramado por vós” (Lucas 22.19,20). Por isso, anos mais tarde,
escrevendo sua carta aos coríntios e mencionando o ritual da páscoa judaica,
Paulo apóstolo ensinou que Jesus Cristo é a nossa páscoa. Ele escreveu: “Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado
por nós”.
Desenvolvimento
1. Dentro de uma linha de
interpretação bastante restrita, a páscoa cristã é celebrada cada vez que a
igreja reunida realiza a Ceia do Senhor. O pão partido, representando o corpo
de Jesus Cristo como o cordeiro sacrificado na cruz do Calvário e seu sangue
derramado, representado no vinho sem fermentação, são os elementos básicos da
páscoa cristã, que passamos a chamar de Ceia do Senhor. Esse simbolismo,
portanto, reporta-se ao sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário e sua ressurreição
depois de três dias sepultado, garantindo a nossa libertação dos pecados
mediante o perdão e tornando possível nossa salvação eterna. Isto é páscoa
cristã!
2. E a história do coelho, dos
ovos e do chocolate na celebração da páscoa cristã? A Wikipédia nos informa em
detalhes para saibamos a verdade da origem: “O ovo é símbolo bastante antigo, anterior ao Cristianismo, que
representa a fertilidade e o renascimento da vida. Muitos séculos antes do
nascimento de Cristo, a troca de ovos no Equinócio da Primavera (21 de Março)
era um costume que celebrava o fim do Inverno e o início da primavera. Para
obterem uma boa colheita, os agricultores enterravam ovos nas terras de
cultivo. Quando a Páscoa cristã começou a ser celebrada, a cultura pagã de
festejo da Primavera foi integrada na Semana Santa. Os cristãos passaram a ver
no ovo um símbolo da ressurreição de Cristo. O ovo de chocolate ou ovos de
Páscoa, que são uma tradição milenar, passou a ser relacionada ao cristianismo.
Os ovos de chocolate vieram dos
Pâtissiers franceses que recheavam ovos de galinha, depois de esvaziados de
clara e gema, com chocolate e os pintavam por fora. Os pais costumavam esconder
ovos nos jardins para que as crianças os encontrassem na época da Páscoa. Com
melhores tecnologias, a partir do final do século XIX, se difundiram os ovos
totalmente feitos de chocolate, utilizados até hoje”
(https://pt.wikipedia.org/wiki/Ovo_de_P%C3%A1scoa#:~:text=Os%20ovos%20de%20chocolate%20vieram,encontrassem%20na%20%C3%A9poca%20da%20P%C3%A1scoa).
Conclusão
Se fôssemos radicalizar nossas convicções,
adotando atitudes fundamentalistas, nenhum desses elementos pagãos que hoje
fazem parte a páscoa cristã seriam por nós adotados: nem coelho e nem ovos de
chocolates. Todavia, em virtude de nossas convicções doutrinárias e do
conhecimento já adquirido, quando já fomos esclarecidos que não celebramos a
páscoa judaica e que Jesus Cristo, através de sua morte e ressurreição, é a
nossa páscoa, penso que receber e dar ovos de chocolate na páscoa é também uma
forma de expressar nosso amor através de presentes.
VÁRIOS LIVROS PUBLICADOS:


Mateus 24.14
MOVIMENTO
CONTEMPORÂNEO MISSIONÁRIO
Desde quando
Jesus Cristo enviou seus primeiros discípulos de dois em dois, o programa de
evangelização por ele determinado está sendo realizado. Significa que o programa
contemporâneo de missões não é novidade. Quem se der ao trabalho de estudar a
história da evangelização poderá constatar que em maior ou menor grau os
cristãos procuraram cumprir o “ide de Jesus”.
No objetivo
de evangelizar um número cada vez maior de pessoas, o cristianismo foi se
espalhando por vários lugares, chegando a vários países e se tornando uma
religião mundial. Estatisticamente existem mais de 2 bilhões de cristãos em
várias partes do mundo, relacionados como católicos, protestantes, evangélicos,
pentecostais e neopentecostais.
Por
outro lado, também não se pode ignora que foi nos dois últimos séculos que a
tarefa de evangelizar alcançou o maior número de pessoas (Ruth Tucker, Até Aos
Confins da Terra, pg. 15). Percebendo-se este fato e sabendo que
simultaneamente nos dois últimos séculos tem havido cada vez mais pregações
sobre o fim do mundo, torna-se evidente que o atual movimento missionário tem
um inegável caráter escatológico. Influenciados pelos alertas dos
ambientalistas a respeito da deterioração do planeta, pregadores são motivados
a evangelizar o maior número de pessoas, procurando chegar aos mais distantes
lugares. É possível até mesmo ouvir pregadores falando sobre a importância de “apressar a volta de Jesus Cristo”,
através da obra missionária mundial.
Mesmo que
teologicamente existam críticas a essa motivação presente na atualidade, ela
fez parte também das motivações na evangelização primitiva. Um estudioso
afirmou: “Não pode haver dúvidas que a
expectativa pelo retorno iminente de Cristo deu ímpeto poderoso à evangelização
nos primeiros tempos da igreja” (Michael Green, Evangelização na Igreja
Primitiva, pg. 322, 323). Osvald Smith, pastor em Toronto, Canadá, chegou a
enviar 500 missionários e pregava: “Antes
de Jesus Cristo regressar a terra a fim de reinar, o seu evangelho terá de ser
proclamado a todas as tribos, língua e nação” (Osvald Smith, O Clamor do
Mundo, pg. 52). Na medida em que mais missionários iam alcançando o mundo no
século XX, a evangelização em grande escala foi se tornando um sinal da volta
de Jesus. Se já existiam muitos missionários, eles se tornaram um número ainda
maior. Era preciso apressar a volta de Jesus Cristo fazendo que o evangelho
fosse pregado em todas as nações, povos e línguas.
As motivações
para evangelizar familiares, parentes, amigos, vizinhos, colegas de trabalho,
amigos da escola, indiferentes, agnósticos, incrédulos, podem existir a partir
da obediência ao mandamento de Jesus e da necessidade de as pessoas terem a
garantia da salvação eterna antes de morrer. É possível também evangelizar
pessoas por estarem vivendo pecaminosamente e infelizes, objetivando
proporcionar-lhes a experiência de perdão e alegria. Igualmente, pode existir a
motivação de livrar os pecadores da condenação eterna no inferno, para ganharem
o céu depois que partirem deste mundo.
Estas e outras motivações realmente produzem evangelização, multiplicam
o número de convertidos e aumenta o número de igrejas. No entanto, também em
nosso século XXI permanece o propósito de fazer missões para que todas as pessoas
do mundo ouçam o evangelho e então Jesus Cristo possa voltar, principalmente
porque cada vez mais é inegável a aproximação do fim do mundo. Há uma
expectativa de que está chegando o dia da “ultima geração”, quando serão
cumpridos os últimos sinais da volta de Jesus Cristo. Se nos primeiros séculos
da era cristã já se falava no fim de todas as coisas, esse fato se tornou mais
forte ao longo dos séculos e está mais intenso em expectativas nos diais
atuais. Além das mensagens apocalípticas dos pregadores do evangelho, vário
cientista tem feito advertências sobre a situação em que se encontra a
natureza. O aumento da temperatura, as desorganizações climáticas, o
crescimento da poluição, a elevação do nível dos oceanos, instabilidade do
sistema econômico global, a ameaça cada vez maior de uma guerra mundial final.
Tudo isto
ganha um novo significado na interpretação do texto de I Pedro 3.12, onde uma
tradução coloca duas expressões juntas, a serem vivenciadas pelos cristãos:
“esperando e apressando” a volta de Jesus Cristo. Embora a palavra original “piróô” tenha um significado simbólico de
“ser inflamada”, a maioria das versões traz a ideia de apressar. Daí, cada vez
mais se ensina a importância de apressar a volta de Jesus através do movimento
moderno de missões.